Não é só um kit de emergência, é um plano familiar

Não é só um kit de emergência, é um plano familiar

Não é só um kit de emergência, é um plano familiar

Um kit é essencial, mas um kit sozinho não resolve tudo.

O que te dá verdadeira segurança é isto: toda a gente em casa saber o que fazer, quando fazer e como comunicar. E isso chama-se plano familiar.

A Cruz Vermelha Portuguesa coloca a preparação em 3 passos muito simples: fazer um kit, fazer um plano e manter-se informado. A ordem não é por acaso.

Porque um plano familiar faz tanta diferença

Numa semana como esta, com milhares de ocorrências ligadas a cheias e com pessoas realojadas, o que atrasa decisões não é falta de coragem. É falta de coordenação.

Num apagão grande, o telemóvel pode ficar sem bateria e, mesmo com bateria, podes ter falhas de rede. Num cenário destes, “vamos falando” não é um plano.

E há outro ponto: em contexto de calamidade, as autoridades podem restringir acessos a zonas afetadas e mobilizar meios de forma extraordinária. Ou seja, tu podes ter mesmo de sair ou ficar em casa conforme indicação externa. O Governo descreve a calamidade como enquadramento para medidas especiais e mobilização de recursos.

Como fazer um plano familiar em 30 minutos 

Passo 1: Define 2 pontos de encontro, não 1
Ponto A: perto de casa, para um evento pequeno (por exemplo, “encontramo-nos junto ao prédio X”).
Ponto B: fora do bairro, para um evento maior (por exemplo, “vamos para casa do familiar Y” ou “para o local Z que combinámos”).

Passo 2: Cria uma “árvore de contactos” simples
Escolhe 1 pessoa fora da tua cidade que serve de central. Cada membro sabe: se não consegue falar contigo, liga para essa pessoa e deixa mensagem curta.

Passo 3: Faz um cartão físico com contactos e dados essenciais
Nome, contactos, alergias, medicação, morada, e um contacto de emergência extra. Isto parece simples, mas em stress ajuda muito. A Cruz Vermelha e outras recomendações de kit dão importância a cópias de documentos e contactos.

Passo 4: Decide o “quem faz o quê” na primeira hora
Quem pega no kit?
Quem verifica se o gás está desligado?
Quem leva documentos e chaves?
Quem trata dos animais?

Passo 5: Ajusta o plano ao risco onde vives
Se vives em zonas ribeirinhas com risco de cheias, o plano deve assumir que pode haver água na rua e acessos cortados. Esta semana, a Proteção Civil chegou a ativar alerta vermelho na bacia do Tejo por subida abrupta do caudal.

Passo 6: Treina 1 vez (sim, mesmo em casa)
Não é uma simulação militar. É apenas: “vamos fingir que faltou a luz e saímos em 3 minutos”. Só isso já mostra o que falha.

O kit fica mais forte quando encaixa no teu plano

A recomendação europeia de 72 horas é uma base. Mas o kit tem de ser teu, da tua família e da tua casa.

Exemplos práticos de kit alinhado com plano:

Se o plano diz “ficamos em casa”: reforça água, comida, iluminação, power banks, rádio, higiene. A Cruz Vermelha Portuguesa sugere água para vários dias e alimentos de prazo alargado e fáceis.

Se o plano diz “podemos ter de sair”: o kit tem de ser portátil, com documentos, dinheiro, lanterna, rádio e primeiros socorros.

Opções prontas para apoiar um plano familiar (links internos para produtos)

Se o teu objetivo for ter um “ponto de partida” robusto para uma família, um pack completo reduz muito a fricção inicial:

Para autonomia total com comida, energia e utensílios: Kit Sobrevivência Avançado Completo. A página descreve alimentação para 72 horas (2 pessoas), filtro de água até 5.000L, painel solar, power bank, fogão de campismo e kit de primeiros socorros, entre outros.

Para um kit mais simples com comida incluída: Kit Sobrevivência Essencial Completo. A página descreve alimentação (tradicional ou vegan) com refeições liofilizadas e validade até 8 anos, além do equipamento do kit essencial.

Se já tens a maioria do “conteúdo” e precisas de uma base impermeável para guardar e transportar: Mochila Sobrevivência Impermeável 40L.

Uma frase que funciona muito bem em blog (e na vida real)

“Plano é aquilo que fazemos antes de precisarmos.”

Em Portugal, estamos a ver que tempestades, cheias e falhas de serviços essenciais podem acontecer e repetir-se, e a própria União Europeia está a normalizar a ideia de preparação doméstica de 72 horas.

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